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Energia & Infra

Geração, transmissão, óleo e gás, renováveis, utilities e infraestrutura.

18 notícias

Energia & InfraAquisição

Porto Sudeste atrai estrangeiros, Vale e Gerdau em M&A de US$ 5 bi

Mubadala Capital e Trafigura avançam na venda do Porto Sudeste, terminal portuário localizado em Itaguaí (RJ) com capacidade para 50 milhões de toneladas/ano de granéis sólidos e líquidos. A transação é estimada em cerca de US$ 5 bilhões, com propostas vinculantes previstas para o mesmo mês da publicação. Dois consórcios disputam o ativo: Global Infrastructure Partners (GIP/BlackRock) junto com Vale e Gerdau, e Stonepeak parceria com a australiana M Resources. Goldman Sachs, UBS e Bradesco BBI assessoram os vendedores. O porto, que deve superar US$ 300 milhões de EBITDA no ano, foi originalmente concebido por Eike Batista e inaugurado em 2015.

Brazil Journal
Porto Sudeste atrai estrangeiros, Vale e Gerdau em M&A de US$ 5 bi
Energia & InfraReestruturação

Para reerguer a Cosan, vendas de ativos precisam somar R$ 10 bilhões – metade já foi

A Cosan conduz um processo de desinvestimento de R$ 10 bilhões para equalizar sua dívida corporativa até maio de 2027. Até o momento, levantou cerca de R$ 5,5 bilhões: ao menos R$ 3 bilhões vieram do IPO da Compass (gás natural) e da venda de 12% do portfólio de terras da Radar; outros R$ 2,8 bilhões foram antecipados via total return swap lastreado em 9,94% da Rumo. A holding também abriu mão do controle da Raízen (JV com Shell) ao não participar da recuperação extrajudicial. A venda da fatia remanescente de 20,33% na Rumo, com oito interessados incluindo Bunge, Cofco e Inpasa, deve completar a meta. A dívida líquida corporativa estava em R$ 11,5 bilhões no 1T26.

InvestNews
Para reerguer a Cosan, vendas de ativos precisam somar R$ 10 bilhões – metade já foi
Energia & InfraVenture Capital

Google entra em rodada de € 400 milhões de startup alemã e esquenta a corrida pela fusão nuclear

O Google participou como investidor estratégico na rodada de € 400 milhões captada pela startup alemã Proxima Fusion, especializada em fusão nuclear. A operação foi liderada pela XTX Ventures, braço de venture capital da XTX Markets, e avaliou a Proxima em € 2,4 bilhões. Fundada em 2023 a partir do Instituto Max Planck de Física, a startup pretende construir uma instalação de demonstração de € 2 bilhões na Alemanha até o início da década de 2030. Este é o primeiro investimento do Google em uma empresa europeia de fusão nuclear, tecnologia que atrai capital do setor de tecnologia e financeiro diante da crescente demanda energética impulsionada por IA e data centers.

NeoFeed
Google entra em rodada de € 400 milhões de startup alemã e esquenta a corrida pela fusão nuclear
Energia & InfraJoint Venture

As linhas (e o capex) da TIC Trens, a JV entre a Comporte e a China

A TIC Trens, joint venture entre o Grupo Comporte (60%) e a estatal chinesa CRRC (40%), opera concessões ferroviárias em São Paulo após vencer leilão para construção do Trem Intercidades Eixo Norte (SP-Campinas, 101 km) e do Trem Intermetropolitano Jundiaí-Campinas (44 km), além da operação da Linha 7-Rubi. O capex de implantação supera R$ 14 bilhões até 2031. A empresa captou R$ 600 milhões em empréstimo-ponte com Santander e ICBC, negocia financiamento de longo prazo de R$ 6 bilhões com o BNDES, obteve autorização para emitir até R$ 7,8 bilhões em debêntures incentivadas e conta com contraprestação de R$ 8,06 bilhões do Governo de São Paulo.

Brazil Journal
As linhas (e o capex) da TIC Trens, a JV entre a Comporte e a China
Energia & InfraInvestimento

Itaúsa avalia aporte de até R$ 1,5 bilhão na Aegea após capitalização

A Itaúsa anunciou que poderá aportar entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão em uma nova capitalização da Aegea, empresa do setor de saneamento. A operação foi proposta pela própria Aegea, que convocou assembleia para deliberar aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, via emissão de novas ações ordinárias ao preço de R$ 55,29 por papel. O valor efetivo do aporte da Itaúsa dependerá da participação dos demais acionistas na subscrição, cujo prazo será de 30 dias após aprovação. Os recursos virão do caixa da holding, sem impactos relevantes esperados em seu resultado de 2026.

InvestNews
Itaúsa avalia aporte de até R$ 1,5 bilhão na Aegea após capitalização
Energia & InfraAquisição

Equatorial e Iberdrola vão a Roma por ativos da Enel no Brasil

Equatorial e Iberdrola (via Neoenergia) estão em negociações com a matriz italiana da Enel para adquirir ativos da companhia no Brasil, incluindo as distribuidoras de São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro. Ambas as empresas enviaram representantes a Roma e contrataram assessores financeiros. A estratégia envolve pressionar pelo condicionamento da renovação de concessão à venda dos ativos, como alternativa ao processo de caducidade instaurado pela Aneel em abril. A Enel, por sua vez, nega intenção de vender e reafirma compromisso de longo prazo com o país.

Pipeline Valor
Equatorial e Iberdrola vão a Roma por ativos da Enel no Brasil
Energia & InfraInvestimento

Aegea vai precisar de aporte para disputar novas concessões, diz CFO

A Aegea recebeu aporte de R$ 1,2 bilhão de seus principais acionistas — grupo Equipav, GIC e Itaúsa — em março de 2026 para financiar a expansão das operações e os investimentos previstos nos contratos de concessão de saneamento. O CFO André Pires afirma que qualquer nova concessão exigirá capital adicional dos sócios para não elevar a alavancagem, atualmente em 3,78x dívida líquida/Ebitda, próxima ao limite de 4x imposto por covenants. A empresa também avalia a possibilidade de recomprar dívidas e projeta capex de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões nos próximos dois anos, com previsão de IPO postergada para 2027.

Pipeline Valor
Aegea vai precisar de aporte para disputar novas concessões, diz CFO
Energia & InfraFollow-on

Engie Brasil pode buscar até R$ 10,5 bilhões em follow on

A Engie Brasil protocolou pedido de registro de oferta primária de ações (follow-on) junto à CVM, podendo captar até R$ 10,5 bilhões incluindo lote adicional, com 178,7 milhões de ações ordinárias e preço a ser definido em 14 de julho. Os recursos financiarão a aquisição de 40% da usina hidrelétrica de Jirau, atualmente detida pela controladora Engie Brasil Participações (EBP), além de fortalecer a estrutura de capital e reduzir alavancagem. Paralelamente, a empresa aprovou emissão de debêntures simples em duas séries no valor de R$ 700 milhões para recomposição de capital de giro. A operação tem como coordenadores Itaú BBA, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley.

NeoFeed
Engie Brasil pode buscar até R$ 10,5 bilhões em follow on
Energia & InfraFollow-on

ISA Energia prepara follow-on de R$ 650 milhões

A ISA Energia (ISAE4), líder em transmissão elétrica, prepara uma oferta pública de ações preferenciais de aproximadamente R$ 650 milhões, em operação primária destinada exclusivamente a investidores profissionais com patrimônio superior a R$ 10 milhões. A acionista controladora ISA Capital manifestou intenção de subscrever fatia proporcional à sua participação atual de 35,81% no capital. O BTG Pactual coordenará a oferta. Os recursos captados irão para o caixa da companhia.

Pipeline Valor
ISA Energia prepara follow-on de R$ 650 milhões
Energia & InfraReestruturação

Justiça suspende venda de fatia da Oi na V.tal ao BTG

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a homologação da venda da participação da Oi na V.tal ao consórcio liderado pelo BTG Pactual e pela BGC Fibra, avaliada em R$ 4,5 bilhões. A suspensão atendeu a recurso dos credores internacionais UMB Bank, SC Lowy Primary Investments e Pimco, que contestam o valor ofertado — equivalente a menos de 40% do preço mínimo de R$ 12,3 bilhões previsto no edital. A decisão, proferida pelo desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, trava temporariamente a transação, mais um capítulo de disputa que envolve também ações judiciais nos EUA e processo de responsabilidade movido pela Oi contra os fundos credores.

Pipeline Valor
Justiça suspende venda de fatia da Oi na V.tal ao BTG
Energia & InfraAquisição

Bradesco faz nova proposta para comprar fatia da Mover na Motiva

O Bradesco BBI fez nova proposta para adquirir a participação total do grupo Mover na Motiva (antiga CCR), correspondente a 14,86% do capital. Com valor de mercado da Motiva em R$ 29,4 bilhões, a fatia vale cerca de R$ 4,4 bilhões, mas o valor efetivo da oferta não foi divulgado. A transação integra o plano de recuperação judicial da Mover, que prevê a venda das ações — mantidas pelo Bradesco em alienação fiduciária — para liquidar dívida de R$ 3,2 bilhões com o banco. O plano estipula que a Mover receberia aproximadamente R$ 500 milhões do saldo remanescente da operação.

Pipeline Valor
Bradesco faz nova proposta para comprar fatia da Mover na Motiva
Energia & InfraFundo Imobiliário

Com BlackRock e Siemens, Brasol busca R$ 1 bi em FII solar

A Brasol Invest, gestora da empresa de transição energética Brasol — que tem BlackRock e Siemens entre seus principais acionistas —, planeja captar até R$ 1 bilhão por meio de dois novos fundos de investimento imobiliário (FIIs) lastreados em usinas solares já construídas e com contratos de locação de 10 a 20 anos. A estratégia replica a dos dois portfólios anteriores, que somaram R$ 550 milhões e cerca de 12 mil cotistas. Os novos FIIs contarão com cotas sêniores e subordinadas e aplicação mínima de R$ 10 mil, voltados a investidores qualificados.

Pipeline Valor
Com BlackRock e Siemens, Brasol busca R$ 1 bi em FII solar
Energia & InfraReestruturação

IG4 pode desembolsar R$ 2 bi por créditos da Raízen

A IG4 Capital está disposta a desembolsar até R$ 2,2 bilhões para adquirir créditos da Raízen que serão convertidos em equity no âmbito do plano de recuperação extrajudicial da companhia. A gestora mira 50% mais uma ação da Raízen, o que implicaria a compra de cerca de 62% dos créditos a serem convertidos, entregando 80% da empresa aos credores. Os recursos viriam do terceiro fundo da IG4 e de coinvestidores, com possibilidade de pagamento via derivativos de swap ou cotas de fundo. A oferta é válida até março de 2027, prazo previsto para a conversão da dívida em equity.

Pipeline Valor
IG4 pode desembolsar R$ 2 bi por créditos da Raízen
Energia & InfraVenture Capital

Com Huck entre os sócios, Future Climate busca até R$ 50 milhões

A Future Climate, plataforma brasileira de negócios climáticos fundada em 2021 e que tem Luciano Huck e Carol Paiffer entre os sócios, está captando entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões em nova rodada de investimentos, com previsão de fechamento até o fim de 2026. Paralelamente, a empresa negocia R$ 300 milhões em project finance para restauração da Mata Atlântica, estruturado via SPEs. A companhia, que superou 100 milhões de créditos de carbono sob gestão e atingiu break-even em 2024, prevê receita de R$ 25 milhões em 2026 e meta de R$ 100 milhões em 2030. O BTG Pactual foi contratado para coordenar a oferta primária.

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Com Huck entre os sócios, Future Climate busca até R$ 50 milhões
Energia & InfraReestruturação

Sem propostas, Oi Soluções deve reduzir preço em novo leilão

O leilão da Oi Soluções, último ativo relevante da Oi em seu plano de desinvestimento para pagamento de credores, encerrou sem nenhum lance, apesar de cinco empresas habilitadas: TIM, Claro, Sercomtel, Telefônica e Vtal. O preço mínimo de R$ 1,4 bilhão foi considerado não atrativo pelos participantes, dado o histórico de perda de clientes da companhia. A Oi deve solicitar ao juiz novo leilão com desconto de 50%, reduzindo o valor mínimo para R$ 700 milhões, conforme previsto em lei para esses casos.

Pipeline Valor
Sem propostas, Oi Soluções deve reduzir preço em novo leilão
Energia & InfraInvestimento

Perfin vira o segundo maior acionista de Copasa e quer mais em saneamento

A gestora Perfin ampliou sua participação na Copasa de 15,25% para aproximadamente 20% após a privatização da companhia mineira de saneamento, tornando-se o segundo maior acionista, atrás da Equatorial, que detém 30% como acionista de referência. Apesar de não integrar o acordo de acionistas, a Perfin pretende atuar ativamente, indicando membros para o conselho e comitês. A gestora avalia o lançamento de um terceiro fundo de infraestrutura em 2026, de tamanho similar ao segundo fundo de R$ 3,7 bilhões, já 90% alocado. No fim de 2025, a Perfin também realizou aporte de R$ 2 bilhões na Cosan.

Pipeline Valor
Perfin vira o segundo maior acionista de Copasa e quer mais em saneamento
Energia & InfraReestruturação

CSN quer US$ 1 bi por ativos de infraestrutura

A CSN pretende levantar US$ 1 bilhão com a venda de ativos de infraestrutura, em processo conduzido pelos bancos Bradesco BBI e Citi. Os ativos colocados à venda incluem o terminal de granéis sólidos Tecar, no Porto de Itaguaí (RJ), a participação na operadora ferroviária MRS Logística e a Tora, empresa de integração multimodal. A iniciativa integra estratégia mais ampla de desalavancagem para reduzir dívida bruta de R$ 18 bilhões. Paralelamente, a venda da CSN Cimentos, coordenada pelo Morgan Stanley, está mais avançada, com propostas vinculantes previstas para até 7 de agosto e valor estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.

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CSN quer US$ 1 bi por ativos de infraestrutura
Energia & InfraAquisição

TYR compra GreenAnt para escalar na abertura do mercado energético - Startups

A TYR Energia, energytech carioca focada no mercado livre de energia, adquiriu a GreenAnt, plataforma SaaS de gestão de eficiência energética fundada em 2015. Com a operação, a TYR passa a ter exclusividade sobre as soluções da GreenAnt, incluindo sistemas de monitoramento, desagregação de carga e inteligência artificial voltada para eficiência energética. Pedro Bittencourt, ex-CEO da GreenAnt, assume como CTO da TYR, enquanto Raphael Guimarães torna-se Diretor de Engenharia e Regulação. A movimentação visa posicionar a empresa para a abertura total do mercado livre de energia prevista até 2028, atendendo consumidores com gasto mensal acima de R$ 8 mil.

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TYR compra GreenAnt para escalar na abertura do mercado energético - Startups